Descobrindo sua casa

Conteúdos do Post

Quantas vezes você já parou para perceber os sinais que sua casa está lhe dando?

Existe uma interação direta entre as pessoas e o ambiente que ocupamos. 

Para saber o que devemos mudar e melhorar no nosso espaço e nossa saúde, é importante antes perceber os sinais que ele nos dá. 

Mas de que maneira podemos ouvir, enxergar ou sentir esses sinais que nossa casa está informando? Como saber o que mudar primeiro?

Eu chamei essa interação de PSICOSSOMÁTICA DA CASA. Observando mais profundamente essa relação, podemos viver melhor no ambiente que ocupamos.

Observar os sinais envolve inicialmente os 5 sentidos. Prestar atenção no que se vê, ouve, sente com olfato, tato e até o com o gosto (paladar). 

Podemos, por exemplo, ver se nosso ambiente está cheio (abarrotado) ou vazio (abandonado) demais, precisando de um cuidado. Se está recebendo luz e ar naturais ou se está “sufocado” e “escuro”. Se tem muito ruído em locais que seriam para descanso ou concentração. Se o cheiro de cada ambiente condiz com sua função. Se ao entrar em um espaço você sente frio na pele, calor, muita umidade ou arrepio. Enfim, fazer um exercício aguçando os 5 sentidos e tentando visitar sua própria casa como se estivesse vendo pela primeira vez e querendo conhecer cada detalhe e informação que ela pode transmitir.

Outra observação possível é com relação ao comportamento das pessoas nos ambientes: se sentem algo com frequência, toda vez que usam determinado local. Por exemplo: algum desconforto, agitação, mal estar, dores, irritação, se sente desgastado, sem energia ou se sente bem, confortável, em equilíbrio, com concentração e tranquilidade para as atividades necessárias em cada espaço.

Enfim, nesse rápido exercício de percepção, procure imaginar sua casa como uma extensão do seu corpo, um organismo vivo e tente identificar que sensações o espaço transmite?

Agora tente responder, como você se sente em cada lugar da sua casa? Esse é o primeiro passo para descobrir sua casa.

É bem importante fazer esse primeiro diagnostico antes de pensar em qualquer tipo de intervenção. Sempre haverá uma relação direta entre as pessoas e os ambientes que ocupam. Muitas vezes queremos mudar o que não está em equilíbrio fora mas sem olhar o que está dentro. A transformação do espaço reflete diretamente nas pessoas envolvidas e vice versa. 

Para que o ambiente traga bem estar e uma resposta de mudança efetiva para as pessoas que usam o espaço, é fundamental uma análise mais profunda do que está afetando o local. E, necessariamente,  a intervenção deve envolver as pessoas tanto no diagnóstico quanto na intervenção.

Caso não haja essa interação, podemos mudar de lugar e os mesmos problemas voltarem a acontecer no novo espaço. Ou seja, não adianta apenas mudar geograficamente se não mudamos o que realmente precisa, exatamente onde estamos. 

É esse convite que faço, para olhar para o espaço que cada um de nós ocupa hoje. Perceber que respostas o ambiente traz e que mudanças nossa vida precisa? Como melhorar a qualidade de vida, transformando o que é necessário nesse momento?

Olhar essencialmente o que não está bom e ali sim buscar uma reforma. Na maioria das vezes essa reforma está mais acessível e ao nosso alcance do que pensamos, pois só depende de nós mesmos. Querer e estar disponível para fazer. Que tal começar descobrindo sua casa?

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